AGENDA

No link abaixo encontra-se os tópicos que irão nortear os debates no comitê.

AGENDA FIFA

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OBSTÁCULOS DENTRO E FORA DE CAMPO

                                           Por: Beatriz Viana (Diretora Assistente) e Milena Almeida (Diretora)

Olá, senhores delegados e senhoras delegadas! Nesse post vamos falar sobre as várias dificuldades que as mulheres enfrentam durante sua trajetória para alcançar seus objetivos no futebol, dentro e fora dos campos. Nossa diretora-assistente Beatriz Viana conhece bem alguns desses obstáculos por ter sido aspirante à atleta na infância. Sendo assim, esse post traz uma experiência rica e real, aproveitem!

A organização patriarcal e estruturalmente machista da sociedade em que vivemos faz com que as mulheres tenham que enfrentar dificuldades que não surgem nos caminhos dos homens para alcançar seus objetivos em vários setores e, infelizmente, no futebol não é nada diferente.

O machismo no futebol (já comentado nesse post) é o maior obstáculo para as mulheres e é o grande responsável por grande parte dos outros obstáculos que existem. O machismo gera o preconceito com mulheres no esporte e faz com que poucas meninas se interessem pelo futebol mesmo ainda não o conhecendo, o que gera um dos grandes problemas do esporte: a falta de atletas. Além disso, o machismo faz com que nós, mulheres, não tenhamos credibilidade e respeito dentro do esporte e isso afeta todo o caminho que temos que percorrer, caminho este que é, quase sempre, um caminho longo e difícil. Citaremos e explicaremos sobre alguns desses obstáculos, onde ficará clara a influência do machismo na maioria destes.

Os desafios começam ainda em casa: por ser considerado um esporte para homens, não é toda família que apoia e aceita que a filha jogue futebol (infelizmente conheço bem esse obstáculo). Isso, na minha opinião é um dos grandes obstáculos, pois é o primeiro a ser vencido. Esse julgamento da sociedade e a falta de apoio da família às mulheres que jogam futebol faz com que muitas delas desistam antes mesmo de terem começado.

Outro obstáculo enfrentado pelas jovens que estão iniciando sua vida no esporte é a questão da falta de times com base feminina. Em muitos casos, meninas que estão em escolinhas de futebol se preparando e melhorando, não conseguem encontrar times que tenham testes de futebol para o time feminino (muitas vezes nem time feminino encontram), diferente dos meninos, que sempre tem oportunidades para entrar em base de times profissionais. A escassez de clubes com time feminino é um grande obstáculo, e, quando se encontra um time feminino a estrutura é lamentável, as condições são péssimas, os gramados são tão ruins que chegam a ser perigosos, faltam equipamentos de treino, etc.

Outra dificuldade que as mulheres encontram é a falta de competições e um calendário organizado para o futebol feminino, o Brasil é um exemplo disso. Os times não recebem investimentos e na maioria das vezes as atletas não são pagas para jogar, tendo que se sustentar por meio de outras atividades, o que dificulta mais ainda. Treinar, jogar e trabalhar para se sustentar não é nada fácil e faz com que a atleta “perca tempo” em outras atividades enquanto poderia estar treinando mais, melhorando seu condicionamento físico e técnico, etc., ter que trabalhar por horas gera degaste e compromete a integridade física e o desempenho da atleta.

O número de obstáculos e a dimensão destes variam de país para país. No Brasil, em comparação com os Estados Unidos, o futebol feminino sofre muito mais, até porque no Brasil a modalidade ainda é tratada como amadora, diferente dos Estados Unidos, onde o tratamento às atletas é muito melhor e mais digno, além de que o esporte é devidamente reconhecido como uma modalidade profissional. Outro ponto é a diferença na questão de visibilidade: nos Estados Unidos as competições femininas são televisionadas e contam com audiência considerável, já aqui no Brasil, raramente se televisiona algum jogo feminino e, quando televisionados são poucas as pessoas que acompanham.

A falta de qualidade, oportunidades para qualificação e espaço para treinadoras mulheres é outro problema: são poucas as mulheres que tem o registro de técnica profissional. O mais comum é ver mulheres treinando times e seleções femininas mas ainda assim, mesmo sendo uma categoria feminina, por não ser obrigatório que treinadores sejam mulheres, a opção por treinadores do sexo masculino é muito maior. Quando há espaço para o homem em uma determinada função, eles são quase sempre colocados como preferência em relação a uma mulher, infelizmente.

Há também a questão das mulheres que estão envolvidas no futebol serem quase sempre objetificadas e assediadas. Comentários machistas tiram a atenção do potencial e talento das atletas, treinadoras, jornalistas, etc., as tratando como objetos de prazer dos homens. Esses comentários e ações contribuem para a falta de visibilidade e valorização das mulheres dentro do esporte.

As árbitras, treinadoras, comentaristas e jornalistas enfrentam os mesmos obstáculos que jogadoras: para todas elas a falta de oportunidades e credibilidade é muito grande. Convido-os ao exercício de pensar em quantas vezes as senhores e senhores viram comentaristas e jornalistas mulheres cobrindo jogos e competições importantes (lembrem-se que “estamos” em 2015) ou árbitras direcionando ou auxiliando esses jogos.

A falta de credibilidade sobe quando as mulheres cometem erros no futebol, elas são muito mais julgadas, criticadas e questionadas do que quando isso ocorre com homens. Para uma mulher ser considerada competente e conhecedora do futebol significa que esta não pode errar, e quando isso acontece, não importa o quão pequeno seja o erro, a sua credibilidade é abalada e seu potencial é questionado. Isso dificulta a carreira das mulheres dentro do esporte e mais uma vez mostra o quão machista o ambiente do esporte ainda é, já que quando homens que ocupam essas posições cometem erros o que é questionado é seu caráter, já que qualificados eles claramente são, mas quando uma mulher comete esses mesmos erros o problema sempre está no fato de ela ser mulher.

Para terminar, compartilhamos com as senhoras e senhores a certeza de que os obstáculos encontrados pelas mulheres nunca serão maiores do que elas, as mulheres são guerreiras, cheias de paixão pelo futebol e mesmo com todas os obstáculos que cruzam seus caminhos durante a construção de suas carreiras, a maioria delas não desiste e continua lutando para alcançar seu sonho. Para além dessa certeza, convidamos todas e todos a trabalhar juntos a fim de levar o futebol feminino ao patamar que essa modalidade tem potencial para estar.

REFERÊNCIAS

CARTA EDUCAÇÃO, O futebol feminino na barreira, 4 de abril de 2014. Disponível em: <http://www.cartaeducacao.com.br/reportagens/na-barreira/>. Acesso em: 23 de agosto de 2018.

FOLHA DE S. PAULO, Jogadora Marta conta como foi difícil entrar para o futebol; leia a entrevista, 29 de junho de 2013. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/folhinha/2013/06/1302974-jogadora-marta-conta-como-foi-dificil-entrar-para-o-futebol-leia-entrevista.shtml>. Acesso em: 22 de agosto de 2018.

FUTRIO.NET, No Dia da Mulher, profissionais falam ao FutRio.net sobre obstáculos no futebol, 08 de março de 2018. Disponível em: <http://www.futrio.net/site/noticia/detalhe/35203321/no-dia-da-mulher-profissionais-falam-ao-futrionet-sobre-obstaculos-no-futebol>. Acesso em: 22 de agosto de 2018.

GLOBO ESPORTE, “Preconceito mata o futebol feminino” lamenta técnico da seleção brasileira, 07 de novembro de 2014. Disponível em: <http://globoesporte.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/2014/11/preconceito-mata-o-futebol-feminino-lamenta-tecnico-da-selecao-brasileira.html>. Acesso em: 23 de agosto de 2018.

YOUR STORY, Challenges faced by female athletes in the world of sports, 12 de setembro de 2016. Disponível em: <https://yourstory.com/2016/09/challenges-female-athletes-face/>. Acesso em: 22 de agosto de 2018.

 

 

 

FIFA INDICA

Senhoras e senhores delegados, o post de hoje é especial! Visando ajuda-los na preparação para o MINIONU trouxemos algumas dicas VALIOSÍSSIMAS!!! Tem de tudo: leitura, blog, instagram, podcast… A certeza é que de alguma delas você vai gostar, e o melhor: aprender mais ainda para chegar com tudo na ponta da chuteira, opa, da língua para a simulação.

 

ICONE LIVROS

Esse artigo, escrito por membros da revista FuliA, da UFMG, trata da invisibilidade do futebol feminino no Brasil. (Vale lembrar que nesse endereço vocês podem encontrar outros artigos MUITO legais sobre futebol, também escritos pela galera da FuliA: http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/fulia/index)

 

ICONE PC

Ex-jogadora, entusiasta e apaixonada por futebol, Amanda Moura sabe tudo de futebol feminino e compartilha muito com a gente através do blog. Se eu fosse vocês ficava de olho no blog dela, promete ser muito útil pros debates.

 

ICONE INSTA

Criado por e para mulheres, o Dibradoras revoluciona a forma de falar e escrever sobre futebol. Essa dica é um pouco suspeita, já que eu acompanho e sou apaixonada pelo trabalho delas há anos, mas podem confiar, É MUITO MASSA MESMO!

 

icon podcast

Eu amo podcasts e os dessa galera são MUITO legais, eles tratam das fronteiras invisíveis do futebol ao redor do mundo e esse especificamente fala das mulheres no futebol.

DICA BÔNUS:

ICONE DICA BONUS

Tudo que foi citado acima é ótimo e vai enriquecer muito o vocabulário e o conhecimento de vocês sobre nossa temática mas nada substitui a leitura dos dossiês, do Guia de Regras, e do Guia de Estudos.

 

Estamos a poucos dias do MINIONU e esperamos que vocês estejam tão ansiosos quanto nós estamos! Nos vemos em breve!

Abrindo novos horizontes: incentivos e campanhas promovidos pela FIFA em prol do futebol feminino

                                       Por: Guilherme Perobelli (Diretor Assistente) e Milena Almeida (Diretora)

Olá senhoras e senhores delegados, o post de hoje trata das campanhas da FIFA para desenvolvimento do futebol feminino. Convidamos as senhores e senhores ao exercício de criar outros formatos de divulgação e promoção da modalidade, especialmente aqueles em que sua delegação pode ser útil. Boa e frutífera leitura!

O futebol é historicamente um ambiente machista em sua essência. Em diversos países as mulheres são invisibilisadas e o esporte, que é uma atividade com pretensões universais, é quase que totalmente masculino. É papel e dever da Federação Internacional de Futebol (FIFA) lutar pela diminuição dessa desigualdade e promover a participação e prática feminina no esporte mais popular do mundo desde a juventude.

É inegável o papel transformador do esporte, países socialmente desiguais como a Palestina, Índia, Uganda, Taiti, Peru e Costa Rica já receberam o evento promovido pela FIFA e esse contato com o futebol possibilitou às mulheres uma vivência que vai além das quatro linhas e alcança um campo bem maior que apenas o gramado: o campo da convivência social, das novas amizades, da liderança pessoal e da possibilidade de uma mudança de vida por meio do esporte, o que para algumas era desconhecido ou inacessível antes da chegada da campanha.

Como promotora do esporte a nível mundial, a FIFA criou em 2011 a campanha “Live Your Goals”, que desde então vem sendo reconhecida como uma das principais iniciativas em prol do futebol feminino. Na oportunidade do lançamento da campanha, a FIFA pontuou alguns objetivos que visa alcançar com através dos esforços dedicados à Live Your Goals, sendo alguns deles:

  • aumentar a participação de meninas e mulheres no futebol
  • aumentar a popularidade do futebol feminino a nível local, nacional e global
  • estimular e gerar empolgação com o futebol feminino
  • criar as melhores plataformas para o futebol feminino, com mais mulheres se tornando participantes no esporte
  • garantir que o futebol seja o esporte número um para as mulheres em todo o mundo em termos de participação e popularidade (FIFA).

Essas campanhas são realizadas em conjunto com as federações e associações filiadas a FIFA, sendo que a iniciativa para incluir a campanha em seu país deve partir das associações.  Iniciativas como essa são necessárias e imprescindíveis para a busca da universalização do esporte, tanto na questão profissional, como na participação e conquista de maiores entusiastas, que veem na campanha uma forma de sentir o esporte mais próximo e acessível. A partir desses eventos e do apoio do país à causa, muitas mulheres têm contato com uma bola ou com o jogo em si pela primeira vez. Esse contato inicial e a possibilidade de se iniciar uma prática mais recorrente atrai novas praticantes e, por consequência, mais exemplos de mulheres que se apaixonam pelo futebol e passam a difundi-lo no seu meio social.

Como guardiã do futebol e incentivadora do futebol feminino, no ano de 2013 a FIFA lançou nas redes sociais páginas exclusivas e totalmente voltadas ao público e ao futebol feminino, com o objetivo de informar sobre as competições oficiais de futebol feminino realizadas pela Federação Internacional e expor a evolução do esporte dentro e fora das quatro linhas. Essas páginas também são alimentadas com postagens de fotos, vídeos de bastidores e também promovem a interação da comunidade de amantes de futebol.

Em paralelo ao lançamento da “Live Your Goals”, a FIFA introduziu uma outra, conhecida como No Barriers, esta, mais recente, foi promovida durante a Copa do Mundo de Futebol Feminino no Canadá em 2015.  Tal campanha consistiu na realização de um comercial, divulgado em âmbito global durante os jogos da Copa, apresentando jovens jogadoras que possuíam como objetivo derrubar um grande muro, chutando uma bola de futebol contra o mesmo. Após a derrubada do muro as atletas surgiam em um grande estádio e a mensagem: Sem Barreiras #LiveYourGoals emergia na tela do comercial. O comercial teve como objetivo complementar os esforços da já citada campanha Live Your Goals, visando demonstrar que as atletas conseguem através de garra, determinação e muito esforço derrubar diversas barreiras sociais e culturais para alcançar o objetivo final.

Durante a Copa do Mundo de Futebol masculino de 2014, ocorrida no Brasil, foi lançada outra importante campanha em prol das mulheres, saindo do espaço demarcado das quatro linhas: a campanha foi voltada para a luta contra o preconceito de gênero e o feminícidio e tinha como objetivo de conscientizar e trazer à discussão temas ainda pouco abordados. Durante a época dos jogos, a FIFA distribuiu cerca de um milhão de adesivos nas cidades-sede com diversas frases e trocadilhos condenando a violência contra as mulheres.

Após 2013 as campanhas se intensificaram e tiveram grande apelo promocional por parte da FIFA, que se vê a cada ano mais engajada com o esporte feminino. A campanha Live Your Goals foi um grande marco no futebol feminino e permitiu o acesso de diversos países e sociedades que antes nem mesmo tinham o esporte difundido a nível nacional. As copas do mundo tanto masculina em 2014, quanto a feminina em 2015 no Canadá foram palcos de espetáculos dentro e fora de campo, além da consolidação de campanhas em prol do futebol feminino, as campanhas “Valente não é Violento” e “No Barriers” foram sucessos comprovados e permitiram a difusão ainda maior dos valores do esporte e principalmente de seu fator social; futebol é antes de qualquer disputa ou competição um meio de igualdade, respeito e inclusão e ao se falar em inclusão não se permite a persistência de desigualdades em relação a gênero.

Através desse link as senhoras e senhores podem ter acesso a mais informações sobre a campanha Live Your Goals: https://www.fifa.com/mm/document/footballdevelopment/liveyourgoals/02/43/90/34/flyg_applicationguidelines_en_neutral.pdf . No site da FIFA (www.fifa.com) existem muitas outras informações úteis!

REFERÊNCIAS

FIFA . Marketing highlights: live your goals. Disponível em: <https://www.fifa.com/marketinghighlights/canada2015/marketing-higlights/engaging-the-community/live-your-goals.html&gt;. Acesso em 01 de agosto de 2018.

FIFA . Fifa’s “live your goals” campaign introduction and guidelines for member associations. Disponível em: <https://www.fifa.com/mm/document/footballdevelopment/liveyourgoals/02/43/90/34/flyg_applicationguidelines_en_neutral.pdf&gt;. Acesso em 01 de agosto de 2018.

FIFA . Rising participation figures and inspiration for leaders. Disponível em: https://www.fifa.com/womens-football/news/y=2016/m=11/news=rising-participation-figures-and-inspiration-for-leaders-2857462.html. Acesso em 01 de agosto de 2018.

MACHISMO NO FUTEBOL

                                       Por: Beatriz Viana (Diretora Assistente) e Milena Almeida (Diretora)

Olá, senhoras e senhores delegados, nesse post vamos citar um dos maiores obstáculos para o crescimento do futebol feminino: o machismo. Convidamos as senhoras e senhores à uma leitura que os faça refletir acerca desse problema afim de criar maneiras para chutar para escanteio a bola fora que é o machismo.

Apesar dos diversos esforços pela causa (como veremos em outros posts aqui no blog), ainda é raro vermos mulheres ocupando altos cargos em clubes e federações e, quando ocupam, sofrem com assédio, falta de credibilidade e respeito por parte seus colegas e dos torcedores. Em 2010, o Flamengo, elegeu Patrícia Amorim como presidente do clube, foi a primeira vez que um clube brasileiro teve uma mulher ocupando esse cargo. Desde então nenhuma outra mulher foi eleita para tal cargo em um clube brasileiro. Outra pioneira na área é a juíza Silvia Regina, que em 2003 foi a primeira mulher até hoje a apitar um jogo masculino da Série A, e também a primeira a participar de um jogo masculino da Copa Sul-Americana, atuando como assessora do juiz, em 2012.

Ainda que o futebol feminino esteja ganhando espaço e tenha crescido consideravelmente nos últimos anos, a prática e a vivência do futebol sempre foram e ainda são, em alguma medida, ligadas diretamente aos homens, o que fica óbvio quando se repara na maioria dos cânticos das torcidas ao redor do mundo, no número de mulheres ocupando cargos em clubes e federações, etc. No Brasil, por exemplo, são poucos os clubes de futebol que têm equipe feminina (e apenas dois deles recebem estrutural profissional: Santos e America-MG). Além disso, as equipes femininas que existem são muito desvalorizadas e recebem pouco investimento.

O argumento das federações nacionais para a falta de investimentos e para a diferença de salários no futebol feminino em comparação ao masculino é que a modalidade feminina não gera tanto dinheiro quanto o mesmo esporte sendo disputado por homens. Porém, a seleção de futebol feminina dos Estados Unidos, por exemplo, gera mais lucro para a federação do país do que a seleção masculina mas, ainda assim, os atletas masculinos recebem mais em comparação às atletas femininas. Esse caso torna claro que essas e tantas outras desigualdades entre atletas femininos e masculinos não estão ligadas a questões de mercado, mas a algo muito pior: ao machismo, à incapacidade de conceber mulheres e homens como igualmente capazes e merecedores.

Ao machismo está diretamente ligada a visão medieval de que o futebol e todas as suas instâncias de disputa e vivência (clubes, estádios, programas esportivos, etc) são para os homens e as mulheres que se “atrevem” a ocupar esses espaços são:

  1. consideradas “menos femininas” (afinal, “futebol é coisa de homem”)
  2. totalmente ignoradas (Marta maior artilheira da história da seleção brasileira e quem fala sobre isso???)
  3. quando recebem a atenção, essa atenção é quase sempre focada em sua aparência física ou atividades não relacionadas ao esporte (focaremos nisso logo abaixo).

Algo muito comum no esporte, especialmente no esporte feminino, é a hiper-sexualização das atletas: aquelas consideradas “bonitas” e “femininas” tem suas habilidades e competências completamente ignoradas e o foco vai apenas para sua aparência física. Um exemplo é a jogadora Alex Morgan que apesar de ser campeã mundial e uma das melhores jogadoras da atualidade, é comumente lembrada apenas como uma mulher bonita e feminina.

Outro caso é recorrente é o foco em papeis tradicionalmente femininos, como forma de reforçar a heterossexualidade das atletas mulheres. Um bom exemplo é o caso da bem-sucedida jogadora Mia Hamm, que sempre foi representada como mãe e esposa, por ser um papel mais “feminino” do que o de jogadora de futebol. Além disso tirar o foco de sua carreira e competência como jogadora, é um meio de mostrar aos homens que jogadoras de futebol não são necessariamente lésbicas e, portanto, torna-las mais atraentes, não enquanto atletas, mas enquanto corpos femininos.

Pensou que acabou? Ainda tem mais! Um caso igualmente frequente com as atletas de futebol feminino é a hiper-masculinização. Um exemplo é a atleta Abby Wambach, que é retratada como “masculina” ou “pouco feminina” por ser forte e habilidosa, pois a sociedade tende a relacionar habilidade e competência no esporte à masculinidade (aparentemente essas características são exclusivas dos homens).

Graças a tudo isso, a competência, dedicação e habilidade das atletas mulheres estão sempre em segundo (talvez terceiro) plano, elas são sempre retratadas como “bonitas” demais, “feias” demais, mães e esposas, mas é raro ler algo fazendo referência às suas habilidades enquanto jogadora, ou sobre sua carreira.

O machismo no futebol ultrapassa o limite das quatro linhas. As mulheres não têm espaço ou credibilidade mesmo na condição de torcedoras. Que mulher que nunca escutou uma pergunta óbvia sobre regras do futebol? Ou ouviu um “Quem é o camisa 10 do seu time?” Isso sem contar que a maioria das meninas é, desde muito cedo, afastada de atividades que envolvam esforço físico. Os esforços femininos são sempre direcionados a brincadeiras que envolvam cuidados domésticos. Essas visões e expressões machistas diminuem e impedem que o futebol feminino se desenvolva.

Ser mulher no jornalismo esportivo não também não é nada fácil, situações de assédio, objetificação e agressão infelizmente são comumente vivenciadas pelas mulheres nessa profissão, protagonizadas por torcedores, jogadores, dirigentes, e também por parte de seus colegas de profissão. Alguns acontecimentos são assustadores, como o ocorrido com a repórter Mayra Siqueira, que relatou que temeu que torcedores a agredissem e da repórter Ana Thais Matos, que relatou que um torcedor gritou seu nome e ameaçou agredi-la. As ofensas anônimas na internet chegam a ser piores e mais assustadoras.

Conforme afirma o pesquisador Cashmore, os casos de discriminação, desrespeito, ameaças e preconceito no futebol feminino não são devidamente punidos, o que faz com que essas práticas se tornem recorrentes, uma vez que há a certeza da impunidade. Ele afirma também que “as mulheres nunca serão devidamente levadas a sério enquanto o futebol for controlado exclusivamente por homens”.

Ainda há muito a se fazer para que o machismo no futebol desapareça, afinal, a presença do machismo estrutural na sociedade como um todo é ainda muito forte. Portanto, nós, mulheres, devemos, com o apoio dos homens, continuar lutando pelo nosso espaço, com a certeza de nossa competência e merecimento para ocupar o futebol,  tanto dentro quanto fora das quatro linhas. O esporte é, ou o faremos ser, para todos e todAs.

 

REFERÊNCIAS

ÉPOCA, Por que a Fifa não se importa com machismo no futebol, 14 de maio de 2014. Disponível em: <https://epoca.globo.com/vida/copa-do-mundo-2014/noticia/2014/05/por-que-fifa-nao-se-importa-com-bmachismo-no-futebolb.html>. Acesso em: 02 de agosto de 2018.

ESQUERDA DIÁRIO, Copa do mundo de futebol feminino e os reflexos do machismo na sociedade, 20 de junho de 2015. Disponível em: <http://www.esquerdadiario.com.br/Copa-do-mundo-de-futebol-feminino-e-os-reflexos-do-machismo-na-sociedade>. Acesso em: 02 de agosto de 2018.

GAUCHAZH ESPORTES, Machismo no futebol: o esporte que precisa descer do salto alto, 16 de setembro de 2014. Disponível em: <https://gauchazh.clicrbs.com.br/esportes/noticia/2014/09/machismo-no-futebol-o-esporte-que-precisa-descer-do-salto-alto-cj5vpts5w0oflxbj0mo03bmd8.html>. Acesso em: 02 de agosto de 2018.

LESLIE’S BLOG, 3 Different Ways Women Soccer Players Are Portayed In The Media, 13 de abril de 2015. Disponível em: <https://blogs.longwood.edu/lesliebretz/2015/04/13/3-different-ways-women-soccer-players-are-portayed-in-the-media/&gt;. Acesso em: 02 de agosto de 2018.

TORCEDORES, Como o machismo ajuda a diminuir o futebol feminino, 31 de maio de 2017. Disponível em: <https://www.torcedores.com/noticias/2017/05/machismo-diminuir-futebol-feminino>. Acesso em: 06 de agosto de 2018.

TRIVELA, Por que a seleção femininas dos EUA recebe menos que a masculina se gera mais dinheiro?, 31 de marco de 2016. Disponível em: <http://trivela.uol.com.br/por-que-selecao-feminina-dos-eua-recebe-menos-que-masculina-se-gera-mais-dinheiro/>. Acesso em: 06 de agosto de 2018.

UOL ESPORTE, “Intrusas” no gramado, s.d. Disponível em: <https://www.uol/esporte/especiais/mulheres-e-o-jornalismo-esportivo-na-tv.htm#elas-mesmas-contam>. Acesso em: 06 de agosto de 2018.

 

 

MULHERES QUE FIZERAM HISTÓRIA NO FUTEBOL

                                              Por: Pedro Bello (Diretor Assistente) e Milena Almeida (Diretora)

Para um esporte se tornar incrível, é preciso que ele reúna atletas que vão além do impossível e exagerem no bom desempenho pessoal e em equipe. Além disso, é necessário que haja milhares de profissionais ao redor, para que mantenham uma estrutura impecável em qualquer modalidade praticada. No futebol feminino, isso não é diferente. Diversas mulheres, sejam elas jogadoras, dirigentes, treinadoras, árbitras ou outras profissionais do esporte conquistaram feitos memoráveis, que marcaram – e seguem marcando – história dentro e fora das quatro linhas. O FIFA 2015 trouxe diversos exemplos de mulheres fantásticas, que serão eternamente lembradas por aqueles que contam as maravilhas do futebol feminino ao redor do mundo:

Léa Campos

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Natural de Belo Horizonte, Asaléa de Campos Micheli é a primeira árbitra de futebol credenciada pela FIFA no mundo. O feito se torna ainda maior pelo contexto da época do ocorrido: Léa se tornou árbitra da Federação Mineira de Futebol (FMF) na ditadura militar, e atropelou diversos tipos de preconceitos e barreiras estabelecidas pelas pessoas e, principalmente, do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na época, João Havelange, que impedia Léa de exercer seu trabalho como árbitra profissional. Apenas com a autorização do presidente do país, Emílio Médici, ela conseguiu apitar diversas competições pelo Brasil e no mundo. Em 1971, Léa foi reconhecida com o diploma da FIFA de arbitragem, consagrando ainda mais sua carreira.

São José

SÃO JOSÉ

A equipe do São José, de São Paulo, é uma das mais vitoriosas do Brasil e é o único time feminino do país a conquistar o mundial de clubes. Com um elenco recheado de craques, como Formiga e Andressa Alves, o time conquistou o título máximo dos clubes vencendo do Arsenal, da Inglaterra, por 2 a 0, em 2014, no Japão. Em sua sala de troféus, o clube paulista possui ainda três Copas Libertadores e duas Copas do Brasil na prateleira.

Flora Viola

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Em 1991, Flora Viola se tornou a primeira mulher a presidir um grande clube europeu, a Roma. Bastaram apenas três meses com Flora à frente do comando do clube romanista para se consagrarem campeões da Copa da Itália.

Corinne Diacre

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Corinne ficou mundialmente conhecida por ser a primeira mulher a treinar uma equipe profissional masculina na elite do futebol. Em 2014, a técnica foi contratada pelo Clermont, da segunda divisão francesa, para o seu comando. Atualmente, a também ex-jogadora é técnica da seleção francesa feminina.

Silvia Neid

SILVIA NEID

Em 2010, Silvia foi a primeira mulher da história a conquistar o prêmio da FIFA de melhor treinadora do mundo, na categoria feminina. Não bastasse o pioneirismo, a ex-jogadora e técnica alemã ainda conquistou mais duas honrarias como melhor comandante do planeta, em 2013 e em 2016, se tornando a recordista dos prêmios entre os técnicos do futebol feminino.

Honey Thaljieh

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Honey não é conhecida pelos títulos, mas sim por acreditar no futebol feminino. Palestina, ela sofreu com o machismo das pessoas de seu país por ser mulher e querer jogar futebol. Mas nada disso foi páreo para que Honey não fizesse o que ama. Na faculdade, a jovem estudante palestina foi uma das responsáveis pela criação da equipe feminina da seleção palestina de futebol. Após a ascensão, a Federação Palestina decidiu autorizar a criação da equipe e de uma liga de futebol feminino no país. Honey se aposentou cedo, com a marca de 17 gols pela sua seleção. Pós-graduada em gestão, lei e humanidades do esporte, pela FIFA, Honey é gerente de comunicações corporativas da entidade máxima do futebol e segue contribuindo para o desenvolvimento da modalidade em países pouco desenvolvidos.

Carli Lloyd

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Bicampeã olímpica e campeã do mundo pela seleção estadunidense, Lloyd é considerada uma das maiores atletas da história dos Estados Unidos. Eleita a melhor jogadora da Copa do Canadá, em 2015, a craque também foi premiada como a melhor jogadora do mundo, em 2015. Lloyd também é conhecida pelos protestos contra a grande diferença de salários e premiações entre as seleções masculina e feminina dos EUA, sendo que a equipe das mulheres atrai mais audiência e retorno financeiro que a dos homens.

Abby Wambach

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Eleita a melhor jogadora do mundo em 2012, Abby foi a capitã do elenco americano campeão da Copa do Mundo de 2015. Além disso, ela também ostenta duas medalhas de ouro olímpicas em sua carreira. Não bastasse a prateleira recheada de prêmios e títulos, a craque americana é marcada na história do futebol feminino do país como a maior artilheira entre as seleções masculina e feminina dos Estados Unidos.

Mia Hamm

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A ex-jogadora Mia Hamm é conhecida mundialmente como uma das maiores esportistas da história do futebol feminino e uma lenda na história da seleção dos Estados Unidos. Ela é famosa por ter participação efetiva nas incríveis conquistas de duas Copas do Mundo (1991 e 1999) e dois ouros olímpicos (1996 e 2004) pela seleção norte-americana.

Birgit Prinz

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Considerada uma das maiores futebolistas de todos os tempos da Alemanha e do planeta, Birgit é a segunda jogadora com mais títulos de melhor do mundo na história do futebol feminino. E nada disso é por acaso. Birgit foi capitã pela seleção da Alemanha em duas conquistas de Copas do Mundo (2003 e 2007). Em 2003, após o título, ela foi coroada como a melhor jogadora da Copa, garantindo também a artilharia da competição. Camisa nove de peso, a ex-atleta alemã ainda é a segunda maior artilheira de todas as Copas do Mundo femininas, somando 14 gols.

Marta

MARTA

Recordista, craque, artilheira, campeã… Faltam palavras para descrever a principal candidata ao trono de melhor atleta da história do futebol feminino mundial: Marta. A craque da Seleção Brasileira feminina foi eleita, consecutivamente, cinco vezes a melhor jogadora do mundo, criando um incrível recorde jamais alcançado no esporte. A camisa 10 também é a maior artilheira de todas as Copas do Mundo femininas, com 15 gols. Vale lembrar, que Marta carrega o fantástico feito de ser a jogadora com mais gols entre as seleções masculina e feminina do Brasil, agregando 109 bolas nas redes adversárias.

 

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REFERÊNCIAS:

ABOUT Carli. Bio. 2015. Disponível em: <http://www.carlilloyd.com/about-carli/&gt;. Acesso em: 05 ago. 2018.

BIOGRAPHY.COM. Mia Hamm Biography. 2014. Disponível em: <https://www.biography.com/people/mia-hamm-16472547&gt;. Acesso em: 05 ago. 2018.

BIOGRAPHY.COM. Birgit Prinz Biography. 2014. Disponível em: <https://www.biography.com/people/birgit-prinz-21323045&gt;. Acesso em: 06 ago. 2018.

ESTADÃO. Primeira técnica do futebol masculino estreia perdendo. Estadão Conteúdo. 2014. Disponível em: <https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,primeira-tecnica-do-futebol-masculino-estreia-perdendo,1538701&gt;. Acesso em: 05 ago. 2018.

ESTADÃO. Jogadoras dos EUA exigem o mesmo salário do futebol masculino. Estadão Conteúdo. 2016. Disponível em: <https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,jogadoras-dos-eua-movem-acao-e-exigem-pagamento-igual-ao-dos-homens-no-futebol,10000024060&gt;. Acesso em: 05 ago. 2018.

GOELLNER, Silvana Vilodre. A primeira árbitra de futebol credenciada pela FIFA é brasileira. 2014. Disponível em: <https://historiadoesporte.wordpress.com/2014/12/14/a-primeira-arbitra-de-futebol-credenciada-pela-fifa-e-brasileira/&gt;. Acesso em: 05 ago. 2018.

GOMES, Ricardo. 5 mulheres que marcaram época no futebol: Dentro ou fora de campo, elas ajudaram a escrever um novo capítulo na história desse esporte. 2018. Disponível em: <https://www.redbull.com/br-pt/5-mulheres-que-marcaram-epoca-no-futebol&gt;. Acesso em: 05 ago. 2018.

HISTORY: The Best FIFA Football Awards. Disponível em: <https://www.fifa.com/the-best-fifa-football-awards/history/index.html&gt;. Acesso em: 06 ago. 2018.

ISABELLY Morais é a primeira mulher a narrar um gol de Copa do Mundo no Brasil. 2018. Disponível em: <https://extra.globo.com/tv-e-lazer/isabelly-morais-a-primeira-mulher-narrar-um-gol-de-copa-do-mundo-no-brasil-22779966.html&gt;. Acesso em: 06 ago. 2018.

FIFA. FIFA Women’s World Cup France 2019. Teams. Disponível em: <https://www.fifa.com/womensworldcup/teams/team=1884761/index.html&gt; Acesso em: 6 ago. 2018.

FRAZÃO, Dilva. Marta: Biografia de Marta. 2015. Disponível em: <https://www.ebiografia.com/marta/&gt;. Acesso em: 06 ago. 2018.

MILLER, Lílian. 10 mulheres que se destacaram na história do futebol. 2018. Disponível em: <https://www.90min.com/pt-BR/posts/5997901-10-mulheres-que-se-destacaram-na-historia-do-futebol&gt;. Acesso em: 05 ago. 2018.

PAIXÃO FUTEBOL. Top 10: as maiores jogadoras da história do futebol feminino. 2016. Disponível em: <https://www.pasionfutbol.com/br/noticias/Top-10-as-maiores-jogadoras-da-historia-do-futebol-feminino-20160308-0003.html&gt;. Acesso em: 05 ago. 2018.

SILVIA Neid: Biography. Disponível em: <https://femalecoachingnetwork.com/coach/silvia-neid/&gt;. Acesso em: 06 ago. 2018.

APRESENTAÇÃO DA MESA DIRETORA

Prezados delegados, é com muito prazer que a mesa diretora do FIFA – 2015 se apresenta às senhoras e senhores.

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Meu nome é Milena Almeida, tenho 20 anos e quando nos encontrarmos, em outubro, estarei cursando o 6º período de Relações Internacionais na PUC Minas. Esta será minha terceira participação no MINIONU, projeto pelo qual me apaixonei logo no primeiro ano de curso. Nas duas edições anteriores participei como voluntária, no comitê OMS e FAO (2014), e diretora assistente no comitê CPP (1919). Tenho orgulho de apresentar aos senhores este comitê que foi planejado e está sendo preparado com muito carinho e cuidado: o FIFA (2015)! Espero que os senhores se envolvam, se entreguem e se apaixonem pelo MINIONU e pelo nosso comitê, e que a experiência os faça refletir a respeito das injustiças a que as mulheres são submetidas dentro e fora do futebol. Sejam bem vindos à 19ª edição do MINIONU e até outubro!

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Olá, senhores delegados, meu nome é Beatriz Viana, tenho 20 anos, e estarei cursando o 5º período de Relações Internacionais durante as simulações. Essa é minha segunda participação no projeto; no 18º MINIONU participei como voluntária, e foi uma experiência incrível que me agregou coisas maravilhosas. Tenho um grande amor e carinho pelo projeto, e é um imenso prazer poder estar participando novamente como diretora assistente no 19º MINIONU no comitê FIFA (2015), que é um comitê cuja temática é muito importante para mim. Espero que os senhores tenham uma ótima experiência, aprendam muito, e que tudo seja tão incrível para vocês como é para mim. Estou à disposição de vocês e sejam muito bem vindos.

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Caros delegados, é com felicidade e gratidão que me apresento a vocês como diretor assistente do comitê FIFA (2015). Meu nome é Guilherme Perobelli e atualmente curso o 3º período de Relações Internacionais na PUC Minas. Minha experiência no MINIONU se iniciou na última edição, como voluntário. Tal experiência me levou a desenvolver um amor por todo esse projeto. Tenho certeza que nosso comitê irá ser um sucesso, sejam todos muito bem-vindos!

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Excelentíssimos delegados, é com imenso prazer que me apresento a vocês como diretor assistente do comitê FIFA (2015). Meu nome é Pedro Bello e estou cursando o 2º período de Relações Internacionais, na PUC Minas. Tive a grande honra de estrear no MINIONU como voluntário, na 18ª edição. Foi uma experiência incrível, onde vi o real significado de trabalho em grupo, criei novas amizades e adquiri bastante conhecimento. Tenho certeza que, juntos, faremos o melhor MINIONU de todos. Sejam muito bem-vindos!